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O amanhecer no Sistema Solar

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Amanhecer em Ariel - Urano

As ilustrações digitais abaixo foram criadas por Ron Miller e nos ajudam a materializar essa ideia.

Ron Miller é um ilustrador especializado em temas científicos, especialmente espaço e astronomia. O seu trabalho é regularmente apresentado em publicações internacionais como Astronomia, Science et Vie Jr., Focus, Geo e Scientific American, bem como em mais de 50 livros premiados. Ele também criou centenas de capas para ficção científica e romances de fantasia.

Mercúrio

Amanhecer em Mercúrio

Mercúrio está a 60 milhões de km do Sol. Quase 30% da distância entre a Terra e o Sol. Em Mercúrio, a luz brilha 3 vezes mais forte do que aqui.

Vênus

Amanhecer em Vênus

O sol fica a 108 milhões de km de Vênus (72% da distância entre a Terra e o Sol). Por causa das nuvens de gás, ele parece uma mancha em um dia chuvoso.

Marte

Amanhecer em Marte

O Sol está a 230 milhões de km do planeta vermelho, mais ou menos 1,5 vezes a distância entre o Sol e a Terra. Quase não é possível ver o Sol pelos ventos que sobem até a atmosfera.

Europa (Júpiter)

Amanhecer em Europa - Júpiter

Esse é o sol visto da superfície de um dos satélites de Júpiter: Europa. O planeta está ainda mais distante, a 779 milhões de km (5,2 vezes a distância entre o Sol e a Terra). A luz do sol, após passar todas as camadas da atmosfera, o ilumina como um anel de luz vermelha.

Saturno

Amanhecer em Saturno

Saturno talvez seja o mais emblemático dos planetas. Está a 1,5 bilhões de km do sol, quase 9,5 vezes a distância entre a Terra e o Sol, mas, ainda assim, a estrela continua brilhando intensamente. Os raios de sol, por causa dos cristais de água e gases, criam ilusões de ótica incríveis, como você pode ver na simulação.

Ariel (Urano)

Amanhecer em Ariel - Urano

Ariel, um dos satélites de Urano, vive um amanhecer frio, mas muito bonito. O Sol quase não esquenta porque está a quase 2,8 bilhões de km, quase 19 vezes a distância em relação à Terra.

Tritão (Netuno)

Amanhecer em Tritão - Netuno

O sol visto de Tritão, o maior satélite natural de Netuno. A distância entre esse planeta e o sol é de 4,5 bilhões de km, 30 vezes a distância entre o Sol e a Terra. Os gêiseres soltam uma fumaça que tapa o sol.

Plutão

Amanhecer em Plutão

O Sol é apenas um ponto de luz. A distância entre Plutão e o Sol é de 6 bilhões de km, 40 vezes a distância entre o Sol e a Terra. A luz é muito menor, mas, por incrível que pareça, ainda é 250 vezes mais brilhante que a luz da lua cheia na Terra.

Nasa descobre sistema solar com 7 planetas parecidos com a Terra

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Sistema Solar Trappist-1

Ontem foi anunciado pela NASA a descoberta de um sistema solar com 7 planetas com tamanhos parecidos com o da Terra. Esse sistema está a uma distância de 39 anos-luz do nosso planeta.

Destes sete planetas três deles estão dentro de uma zona habitável, onde é possível existir água no estado líquido e assim possibilitando a existência de vida. Os mais próximos do Sol (Trappist-1) são muito quentes, por isso não devem ter água líquida, os outros mais distantes podem ter oceanos congelados.

Esses sete planetas orbitam a Trappist-1, que é uma estrela anã bem parecida com o nosso Sol e tem o tamanho um pouco maior que Júpiter.

Segundo a NASA esses planetas tem massas semelhantes a Terra e são de composição rochosa. A expectativa da Nasa é que pelo menos um dos planetas tenha temperatura ideal para a presença de oceanos de água na forma líquida, assim como acontece na Terra.

Baseado nas primeiras observações tudo indica que um dos planetas pode ter oxigênio em sua atmosfera, possibilitando assim atividades fotossintéticas.

As observações preliminares indicam que um dos planetas pode ter oxigênio em sua atmosfera–o que possibilitaria a realização de atividades fotossintéticas por lá. Para que haja vida como concebida por nós, no entanto, é preciso a presença de outros elementos na atmosfera, como metano e ozônio.

Nos últimos tempos a evolução dos telescópios e aumento de interesse de cada vez mais pessoas por assuntos de astronomia tem colaborado para o aumento de novas descobertas, com isso já se faz pensar que é só uma questão de tempo para se descobrir vida em outro planeta.

Os telescópios na Terra e o Hubble, um telescópio espacial, poderão analisar a fundo as moléculas das atmosferas desses planetas. Nessa exploração, o Telescópio James Webb, que será lançado ao espaço em 2018, terá papel fundamental. Ele será equipado com luz infravermelha, ideal para analisar o tipo de luz que é emitida da estrela Trappist-1.

Mesmo que não seja encontrada vida nesse sistema, ela pode se desenvolver lá. O estudo indica que a Trappist-1 é relativamente nova. “Essa estrela anã queima hidrogênio tão lentamente que vai viver por mais 10 trilhões de anos–que é sem dúvida tempo suficiente para a vida evoluir”, escreveu Ignas A. G. Snellen, do Observatório de Leiden, na Holanda, em um artigo opinativo que acompanha o estudo na revista Nature.

De acordo com o New York Times, Trappist-1 emite menos luz. Um reflexo disso seria uma superfície mais sombria. A claridade durante o dia, por lá, seria cerca de um centésimo da claridade na Terra durante o dia. Uma dúvida que paira sobre os cientistas é qual seria a cor emitida por pela estrela. Essa cor pode variar de um vermelho profundo a tons mais puxados para o salmão.

Como descobriram esse novo sistema solar

Em 2016 Michael Gillon, astrônomo na Universidade de Liège, na Bélgica, descobriu três exoplanetas orbitando uma estrela anã. Ele e seu grupo encontraram os astros após notar que a Trappist-1 escurecia periodicamente, indicando que um planeta poderia estar passando na frente da estrela e bloqueando a luz.

Para estudar a descoberta mais a fundo, o pesquisador usou telescópios localizados na Terra, como o Very Large Telescope da ESO, no Chile, o Star, da Universidade de Liège e o telescópio de Liverpool, na Inglaterra. Já no espaço, Gillon usou o Spitzer, o telescópio espacial da Nasa, durante 20 dias.

Com as observações no solo e no espaço, os cientistas calcularam que não havia apenas três exoplanetas, mas sete. A partir dessa análise, foi possível descobrir o tempo de translação, a distância da estrela, a massa e o diâmetro dos sete astros. Segundo os pesquisadores, ainda existe a necessidade de observar o sistema solar por mais algum tempo para saber novos detalhes, como a existência de água líquida.

Exoplaneta ou planeta extrassolar é um planeta que orbita uma estrela que não seja o Sol (nosso Sol), sendo assim trata-se de um planeta que pertence a outro sistema solar.

Como seria viver em um desses planetas?

Se realmente for possível viver em um desses planetas a vista com certeza seria espetacular, imagina você acordar e olhar para o céu e ver os outros planetas facilmente.

Nasa encontra 7 planetas similares a Terra

A vista poderia ser algo parecido com a imagem acima. E se realmente for assim imagina os detalhes que poderíamos ver dos planetas vizinhos usando um telescópio, seria fascinante.

Como a estrela Trappist é fria a cor que ela emite é vermelha, sendo assim para nós humanos que estamos acostumados com o nosso Sol, que é um pouco  mais quente, veríamos tudo um pouco diferente, mas seria interessante.